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Uma atitude inconstitucional pode ser justificada se for pelos motivos "certos"?

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perguntado 2 meses atrás em Filosofia por Mauro(Ausente)
Foquem na pergunta, sem vierem com "definições do que é certo".

Pegue o seu certo, o certo que você tiver, e foque na pergunta, para responder com sua visão.

Por exemplo: é justificável dá um golpe de estado para ter uma ditadura comunista e melhorar a vida dos pobres? É justificável dá um golpe de estado para ter uma ditadura de direita e evitar o comunismo? É justificável invadir outras terras para libertar o povo de uma ditadura, sendo que você nem tem nada a ver com isso? E por aí vai.

5 Respostas

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respondido 2 meses atrás por Amy Wong
 
Melhor resposta
A-há!!!! A questão da legitimidade!!! É possível construir bibliotecas inteiras com o que já foi escrito sobre legitimidade em política, em diplomacia e em auto-determinação dos povos.

Em termos mais modernos a questão da legitimidade começa com o princípio conhecido como "razões de estado", e foi introduzido no século XVII. Os Habsburgo estavam prestes a unificar quase toda a Europa, da Hungria até a Espanha (e logo depois engoliriam tudo, é certo), por meio de casamentos muito bem negociados entre os vários príncipes e princesas europeus... Ferdinando II estava a um passo de conseguir o que o Sacro Império Romano não obteve: governar toda a Europa com uma única liderança tanto secular quanto religiosa, sob os auspícios da Contra-Reforma.

O plano era ambicioso: dominar tudo, eliminar os protestantes, recuperar o poder da Igreja Católica e depois partir para novas Cruzadas, financiadas com o ouro e a prata do Novo Mundo, que chegava às milhares toneladas em navios espanhóis. Só que faltou combinar com os franceses...

O Cardeal Richelieu, primeiro-ministro francês na época, deveria ser a favor de Ferdinando... Afinal, era da elite católica e subordinado do Papa... Mas isso implicaria em ceder a soberania francesa: a França deixaria de ser um estado livre! Então Richelieu sabotou a Igreja... Secretamente (ou nem tanto), financiou e armou os protestantes... O que deveria ser um simples massacre rápido e rasteiro passou à história como A Guerra dos Trinta Anos... No final, os protestantes venceram e a França manteve-se soberana. Como consequência, a Europa tornou-se uma colcha de retalhos com vários estados-nação independentes (ao invés de tornar-se algo mais parecido com a Rússia).

E aí??? O que é o "certo", neste caso???? A moral individual do católico Richelieu ou sua compreensão do que era o melhor para a França, no papel de primeiro-ministro???? Ora, há duas coisas "certas" neste caso...

Concluindo: só é possível saber o que é "certo" ou "errado" a posteriori.
Cada um que faça o que puder.
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respondido 2 meses atrás por BaBi ;)
Impossível responder essa pergunta sem refletir sobre o certo e o errado, porque o único lugar onde eles são claros, é nos livros infantis, em contos de fadas. Na vida real isso não é bem assim. O que é bom pra alguém é ruim pra outra pessoa, então certo e errado é uma questão de ponto de vista, de forma que eu não posso impor o meu certo, principalmente de forma anticonstitucional.

Dos seus exemplos, eu não acho nada justificável. Não concordo em perder a liberdade, sou totalmente contra qualquer forma de ditadura, e sou contra o comunismo.
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respondido 2 meses atrás por KaraLegal_777
... o certo e errado não existem, são apenas conceitos baseados nos interesses próprios. O comunismo nunca existiu, pois o poder fica com o estado, e o estado é apenas um ente fictício controlado por pessoas que estão no poder... ou seja, é um feudalismo disfarçado, logo afirmar que o comunismo visa melhorar a vida de pobre é uma grande mentira. O capitalismo também é um feudalismo disfarçado, pois a plebe nunca chegará ao topo da pirâmide, pois quem está no topo não quer descer, e eles possuem poder e artifícios para derrubar quem  ameaçar tomar o lugar... inclusive inventam a crise para a plebe se lascar...
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respondido 2 meses atrás por doudivanas
Vcs estão ainda nessa de certo e errado como coisas estanques. Parem com isso! Uma coisa é o concepto, outra cousa é como esse concepto POSTO EM PRÁCTICA no mundo vai se revelar. Entre a ideia e a realidade há ser, mano, ou seja, ideia NÂO é realidade. O que existe é a guerra. A concretude é a guerra! Na guerra, que é o mundo, tudo vale e é correcto para vc quando suas acções e de seus asseclas coadunam com seus interesses. O que o ente precisa no mundo é saber quem no dado momento é assonante a vc, e assim juntos partirem em prol dos interesses grupais. Que se estrepe essa bobagem de axiologia!
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respondido 2 meses atrás por ♥♥ KoteKoti ♥♥
Bom, primeiramente "Lei" e "Justiça" pra mim são duas coisas bem diferentes.

Escravizar uma pessoa é certo? Eu acho que não, mas era legal antes da Lei Aurea ser assinada.

Usando exemplos mais atuais para não ficar a impressão que as leis injustas fazem parte do passado:

É certo apreender o carro de uma pessoa por ela ousar levar os netos para a escola? Mais uma vez eu não acho certo. É um verdadeiro absurdo que alguém precise da autorização do estado para poder levar suas crianças para a escola.

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2016/09/campinas_e_rmc/451062-avo-e-autuada-por-transportar-os-netos-e-amigos-a-escola.html

Mas é lei, certo? Dura Lex Sed Lex.

Bom, ja que a lei nem sempre é justa, eu acho perfeitamente licito atitudes inconstitucionais em casos de injustiça.

https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/df-notifica-jardineiro-por-transformar-deposito-de-lixo-em-horta-medicinal.ghtml

https://g1.globo.com/mundo/noticia/menina-britanica-de-5-anos-e-pai-levam-multa-de-r-600-por-vender-limonada.ghtml
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