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É possível sanar o problema do desemprego tecnológico?

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perguntado 4 dias atrás em Sociedade e Política por Telegrama
Breve introdução: Estamos entrando na 4° revolução industrial, tarefas e funções que não demandam criatividade, principalmente repetitivas e seja essencialmente manual serão delegadas a automação e a inteligência artificial. Isto quer dizer que empregos como dos motoristas, encarregados, seguranças, até mesmo telemarketing e etc, poderão e provavelmente serão passado, história. Centrais de atendimento com AI já existem como é o caso da solução Júlia no site da Latam.

Há otimistas que acreditam que novas funções e novos tipos de empregos menos enfadonhos virão, como foi o caso de quem vivia de acender lampiões a óleo e com a eletricidade vieram os eletricistas, carroceiros deram lugar a motoristas. Talvez agora, possamos a aprender empregos criativos (ou nem tanto) como Vloggers ou jogadores profissionais de vídeo-game, esportistas (até porque não vejo alguém torcendo por máquinas).

O prognóstico atual é que haja desemprego em massa — 35 % em países desenvolvidos e 50% em países em desenvolvimento, sim, uma turba sem comida no estômago e cheia de fúria cortando cabeças na guilhotina — e desta vez não será como antes. Antes não havia um descompasso. O amadurecimento da tecnologia caminhava junto com o homem. Hoje, não. Quem é da área de TI, percebe logo como mudam os paradigmas. Não dura dez anos e quase tudo que aprende não é mais utilizado no mercado e cada vez mais muda em um espaço de tempo menor.

Espero que 1 - os meios de produção passem a não ser mais feitos em grandes escalas e cada um possa realizar o próprio projeto ou 2 - querendo ou não, sendo a favor ou não, o socialismo dê certo e ninguém precise se preocupar com o futuro dos postos de trabalho.

Para reflexão: https://tecnologia.uol.com.br/noticias/bbc/2017/08/10/o-ex-executivo-do-facebook-que-largou-tudo-e-prepara-refugio-em-ilha-para-sobreviver-a-apocalipse-tecnologico.htm

2 Respostas

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respondido 4 dias atrás por Amy Wong
 
Melhor resposta
Eu sou uma otimista boboca. Uma coxinha que não sabe o que é dureza.
Na minha modestíssima opinião o desemprego tecnológico é um fato da vida.

Não quero dar a impressão de que sou insensível ao drama humano de quem perdeu o emprego porque foi substituído por um robô idiota, ou que teve seus anos de estudo e esforço suplantados por um protocolo internacional de troca de arquivos. Eu sei que isso dói e pode arruinar  vidas e famílias. É um problema sério. Porém, sempre foi assim.

Meu pai foi adolescente e tornou-se adulto na década de 1970, quando uma legião de desempregados foi expulsa da agricultura por tratores, colheitadeiras, semeadeiras e todo tipo de implemento agrícola... Os que trabalhavam nos grandes latifúndios foram expulsos diretamente pela tecnologia; os que tinham pequenas propriedades foram afetados pelo absurdo aumento da eficiência na produção, que eles não conseguiriam jamais acompanhar. Esses deserdados foram despejados aos milhões nas grandes cidades, na mesma época em que o choque do petróleo fez o preço do barril subir 400% em 1973/74 e mais 140% em 1977 causando recessão global e hecatombe no Brasil (que importava 75% de seu petróleo e não tinha dinheiro para pagar essa conta). O resultado foi favelização, desemprego nas alturas, violência exacerbada e previsões apocalípticas para o futuro próximo: sem empregos, sem renda, sem esperança.

Nos anos 1980, idem: quando inventaram o EDI (eletronic data interchange) e o e-mail previa-se o fim das agências bancárias, o fim dos departamentos financeiros, o fim da indústria de papel e sua toda cadeia logística (maquinários, transportes, plantações, comércio, distribuição), da imprensa escrita (que seria substituída pela televisão), das editoras, das gráficas, dos correios, etc...

Nos anos 1990 eu era criança e ouvia meu pai falar em "downsizing" e "re-engenharia": empresas que tinham computadores centrais de milhões de dólares, administrados por dezenas de profissionais de informática altamente qualificados, trocavam tudo por micro-servidores que custavam US$ 3 mil, administrados por meia dúzia de garotos recém-saídos de cursos técnicos de nível médio.

Deixemos de seguir adiante e vamos mais longe, mas para trás: titio Karl Marx já falava em "O Capital" sobre o "pauperismo", que era uma condição essencial do capitalismo (segundo ele) e o tal de "exército industrial de reserva"... Marx referia-se aos "degradados" e "maltrapilhos" (chamados de "lumpemproletariado") que eram substituídos pela "maquinaria" nos seguintes termos:

"São notadamente indivíduos que sucumbem devido a sua imobilidade, causada pela divisão do trabalho, aqueles que ultrapassam a idade normal de um trabalhador e finalmente as vítimas da indústria, cujo número cresce com a maquinaria perigosa, minas, fábricas químicas etc. O pauperismo constitui o asilo para inválidos do exército ativo de trabalhadores e o peso morto do exército industrial de reserva. Sua produção está incluída na produção da superpopulação relativa, sua necessidade na necessidade dela, e ambos constituem uma condição de existência da produção capitalista e do desenvolvimento da riqueza."

Celso Furtado em seu clássico "Formação Econômica do Brasil" já se referia ao problema da desocupação de mão de obra escrava ocasionada pela adoção de técnicas modernas de moagem de cana ao tempo do Brasil Império. Diz ele:

"A indústria açucareira, no decênio que antecedeu a abolição, havia passado por importantes transformações técnicas, beneficiando-se de vultosas inversões de capital estrangeiro, sob os auspícios do governo central. Sem embargo, o último decênio do século se caracteriza por modificações fundamentais no mercado mundial do açúcar, como conseqüência da libertação política de Cuba. Inversões maciças de capitais norte-americanos foram feitas na indústria açucareira dessa ilha, a qual passou a gozar de uma situação de privilégio no mercado dos EUA. Tanto as inovações técnicas como as dificuldades de exportação contribuíram para reduzir a procura de mão-de-obra."

Resumo da minha opinião: existe "desemprego tecnológico" desde, pelo menos, a revolução industrial (na verdade eu acho que isso vem desde bem antes, mas como esse texto já está grande demais vou ficar por aqui). E sempre haverá desemprego tecnológico, exceto se acontecer alguma coisa muito fantástica. Quem passa pela experiência desagradável de ser substituído ou tornado tecnologicamente obsoleto sempre sofre, é doloroso e possivelmente catastrófico, mas isso é parte da vida em sociedade nos últimos séculos. Infelizmente, é assim que é.
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respondido 4 dias atrás por Dean
Eu trabalho nessa área e para mim o avanço tecnológico é lucrativo ,não pertenço a linhas de produção manual , estou estudando mecatrônica para criar ,projetar , montar , e fazer manutenção nessas maquinas que a cada dia estão mais e mais tomando conta das industrias

O ser humano tem que se adaptar as novas tendências e ter uma visão da onde e onde ele pode fazer parte no futuro com toda a tecnologia , Eu estou estudando justamente nessa área porque toda a tecnologia por mais que seja mega moderna ainda precisa de mão de obra humana para se manterem funcionando e é ai que eu entro.
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